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Trotes em universidades são violações difíceis de punir, dizem especialistas

Publicado em 06/12/2014, às 13h13

Os trotes ocorridos em universidades são violações difíceis de punir e de encontrar culpados. Esses eventos são, em geral, violentos e, muitas vezes, processos enraizados e históricos em algumas instituições. “São grupos de poder que usam o trote como processo de seleção para entrar no grupo. O trote é um mecanismo de exclusão, sem integrar ninguém. E divide os alunos, às vezes, para o resto da vida. A cultura do trote é bárbara. O trote precisa ser violento para exercer essa função de selecionar se aquela pessoa obedecerá as ordens e ficará em silêncio apesar das afrontas. O trote é uma porta escancarada para o processo de corrupção que temos na sociedade”, disse o professor Antonio Ribeiro de Almeida Junior, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo esta semana.

Segundo ele, que estuda os trotes em universidades desde 2001, esses eventos são mais comuns em cursos que conferem mais status social.“Quais faculdades são as mais problemáticas? As que dão muito status social, como as faculdades de medicina, de engenharia e de direito, que dão poder social àqueles que entram nesses grupos.”

O debate aconteceu depois de vários casos de estupros terem acontecido na USP. Mas a problemática acontece em diversas instituições de ensino superior do país, sendo a maioria dos casos registrados em festas organizadas por movimentos ou centros estudantis. Além de estupros, outros crimes são registrados, como agressões, difamações, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e uso de outras drogas.

Para a antropóloga da USP Heloísa, no entanto, a solução dada pela faculdade não é eficiente, já que as bebidas não são culpadas pela violência. “O uso excessivo de bebidas ou de drogas podem ser um problema, mas não são os responsáveis pela violência. É importante que se tenham festas para que as pessoas possam confraternizar. Isso não é ruim. Mas se a festa se torna um lugar de violência, temos que pensar no que fazer com relação a isso”, disse.

As informações são da Agência Brasil.

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